Manos Antoninis desde 2007 é o diretor do Relatório de Monitoramento Global da Educação (do inglês, Global Education Monitoring – GEM). Ele alertou que existe o “perigo de vazamentos de dados em tecnologia educacional, já que apenas 16% dos países garantem a privacidade de dados em sala de aula, por lei”.
A preocupação da Unesco vai além. “Sabemos que grandes quantidades de dados estão sendo usadas sem uma regulamentação adequada, então esses dados acabam sendo usados para outros fins não educacionais, fins comerciais e isso é, claro, uma violação de direitos que precisa ser regulamentada”, pontua o diretor do relatório.
Outras ameaças cibernéticas podem ser consideradas, conhecidas tecnicamente por ransomware (roubo de dados), ataques DDoS (tráfego falso), golpes de phishing (obtenção de senhas) e explorações de dia zero (falhas de software). Na agenda dos provedores de acesso devem constar respostas rápidas para detectar, identificar e neutralizar as violações de dados de forma eficaz, inclusive mapeando as vulnerabilidades com prontidão.
A palavra-chave é o treinamento, ou seja, a capacitação de pessoal técnico com expertise na área educacional.

Dicas de segurança para você
- Use senhas fortes. Para cada conta use senhas exclusivas. Combine letras maiúsculas, minúsculas, além de números e caracteres especiais.
- Baixe antivírus. Faça isso como procedimento padrão de forma regular. Não se esqueça de usar sempre conexões seguras.
- Atualize o sistema. Mantenha atualizados seus programas diversos e o leitor de e-mail. Isso evita acesso a links perniciosos. Atenção especial ao usar webmail em equipamentos de terceiros.
- Faça backups. Não tenha o dissabor de perder dados e conteúdos importantes após demorada pesquisa. Armazene informações em locais seguros e protegidos.
- Denuncie… sempre! Investigue o histórico de sites e empresas, e denuncie perfis falsos. A cultura de alerta promove a segurança para todos na internet.
Jael Eneas, Educador
Viver Editora
Multiverso das Letras