Atualmente, as zonas úmidas são um dos principais ecossistemas afetados pelas mudanças climáticas e pela ação humana. Estima-se que restou metade de suas áreas originais.
A importância das zonas úmidas
Reguladoras do clima, berçários e refúgios de diferentes espécies, fontes de alimentos, de água, de combustíveis e provedoras do lençol freático, as zonas úmidas são muito importantes para o meio ambiente e para os povos locais.
Em 2 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial das Zonas Úmidas. A data faz referência à Convenção sobre as Zonas Úmidas de Importância Internacional, ocorrida em 1971, no Irã.
Desenvolvimento sustentável: mudança da lógica exploratória
O debate resultou em um conjunto de normas e tratados que visam regulamentar o uso dos recursos naturais e suavizar os problemas ambientais, e vai além da concordância universal sobre o desenvolvimento sustentável, trazendo à tona a crítica ao modelo de desenvolvimento econômico predominante.
Será que todos os países signatários da convenção estão dispostos a organizar suas estruturas legislativas, a dispor de investimentos, a fiscalizar e a garantir, por meio de políticas governamentais, que as orientações acordadas alcancem os ecossistemas e as populações em uma escala local; mudando, necessariamente, o modelo exploratório dominante?
Apesar de importante, atualmente, o segundo dia de fevereiro ainda não pode ser celebrado; mas por que não refletir, agir, cobrar e acreditar em um futuro diferente?
Referências
BRASIL. Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal. Dia Mundial das Zonas Úmidas. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, 2 fev. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inpp/pt-br/noticias/dia-mundial-das-zonas-umidas. Acesso em: 25 jan. 2026.
BUCKERIDGE, M. S. Mudanças climáticas, biodiversidade e sociedade: como a teoria de redes pode ajudar a compreender o presente e planejar o futuro? Revista Multiciência. N. 8, p. 88-107, 2007.
RIBEIRO, W. C. A ordem ambiental internacional. 2. ed. São Paulo: Contexto. 2008, 176 p.
TOZATO, H. C. Impactos das mudanças climáticas na biodiversidade das zonas úmidas: uma análise sobre políticas públicas e gestão no Brasil e na França. 2015. Tese (Doutorado em Ciência Ambiental) – Instituto de Energia e Ambiente, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106132/tde-02032016-081209/publico/HTozato.pdf. Acesso em: 26 jan. 2026.
Manoel Leal de Oliveira
Geógrafo
Editor de materiais didáticos