Educação, consciência e ação: a urgência da preservação ambiental 

Close-up de uma pequena planta verde brotando do solo. O fundo desfocado destaca o foco na muda, simbolizando crescimento, novos começos e a resiliência da natureza.
Setembro reúne datas que celebram biomas, fauna, florestas e ações globais pela preservação ambiental, destacando o papel da educação na formação de cidadãos conscientes e na construção de um futuro sustentável para o planeta.

O mês de setembro é especialmente simbólico para a reflexão sobre a questão ambiental. Logo no dia 5 de setembro, celebramos o Dia da Amazônia, bioma que concentra a maior floresta tropical do planeta e exerce papel crucial na regulação climática global. 

No dia 11, temos o Dia Nacional do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, responsável por alimentar as principais bacias hidrográficas do país. 

No dia 16, duas celebrações internacionais coincidem: o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio e o Dia Internacional de Limpeza de Praias e Rios. Ambas reforçam o caráter global da luta ambiental: proteger a camada de ozônio foi possível por meio de esforços multilaterais, como o Protocolo de Montreal (1987); já a limpeza de oceanos e rios nos lembra que os resíduos sólidos, em especial o plástico descartável, tornaram-se uma das maiores ameaças à vida marinha e à saúde humana. 

No dia 21, temos o Dia da Árvore, data que celebra a importância das florestas e de sua contribuição para o equilíbrio climático e a manutenção da biodiversidade. 

E, por fim, em 22 de setembro, celebramos o Dia de Defesa da Fauna, que traz a necessidade de preservar a vida animal. 

Imagem da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992. A cena mostra um grande auditório repleto de participantes. No palco, há uma mesa longa com várias pessoas sentadas, provavelmente autoridades e palestrantes. À esquerda do palco, uma pessoa está em pé, discursando em um púlpito. Acima do palco, há uma faixa com os dizeres "UNITED NATIONS CONFERENCE ON ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT Rio de Janeiro 3-14 June 1992", acompanhada dos logotipos da ONU e de um símbolo relacionado ao desenvolvimento ambiental.
Foto da Eco 92 ou Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Fonte: Wikimedia Commons

Ação global e a liderança brasileira 

Em junho de 1972, em Estocolmo, na Suécia, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizava a primeira grande convenção para discutir os impactos da atuação humana no meio ambiente, considerada um marco para as questões ambientais. 

Vinte anos depois, a cidade do Rio de Janeiro sediava a Segunda Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, evento conhecido como ECO-92 ou Rio-92. O encontro reuniu líderes de mais de 170 países e resultou em documentos fundamentais, como a Agenda 21, que traz os princípios para o desenvolvimento sustentável. 

Essas convenções ajudaram a dar a visibilidade e a importância devida à necessidade de uma mudança global na maneira como a humanidade se relaciona com o planeta Terra, seus recursos naturais e sua biodiversidade. Desses e de outros encontros globais surgiram tratados, protocolos e acordos assinados pelos países-membros da ONU, indicando que as questões que tangenciam a preservação do meio ambiente são algumas das principais tarefas globais, necessárias e urgentes. 

Grupo de crianças com bonés vermelhos participando de uma atividade educativa ao ar livre, possivelmente em um jardim. Um adulto mostra um frasco de vidro com uma pequena planta dentro, enquanto as crianças observam e seguram frascos semelhantes. A cena representa uma aula prática sobre ecologia ou jardinagem, promovendo o aprendizado sobre a natureza e o crescimento das plantas.
Professor e crianças numa aula ao ar livre. Fonte: Freepik.

A educação que transforma 

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a preservação do meio ambiente como parte das competências essenciais que devem ser trabalhadas em todas as etapas da Educação Básica. Entre suas dez competências gerais, a de número 7 orienta que os estudantes desenvolvam a consciência socioambiental, o consumo responsável e o cuidado consigo, com os outros e com o planeta. Isso significa que a questão ambiental não deve ser tratada de forma pontual, mas de maneira transversal, principalmente em conexão com as áreas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Sociais. 

Na sala de aula, esse compromisso se traduz em práticas que estimulam o olhar crítico e a sensibilidade dos estudantes diante dos desafios ambientais. Projetos interdisciplinares, pesquisas locais, saídas de campo e uso de tecnologias digitais podem aproximar os jovens da realidade de seus territórios e ajudá-los a perceber como as questões ambientais afetam diretamente sua vida cotidiana, além de aproximá-los da compreensão de que não existe separação entre humanidade e natureza, pois somos parte indissociável dela. É fundamental mostrar que uma relação baseada na exploração ilimitada dos recursos naturais inevitavelmente compromete nossa própria sobrevivência. Assim, a educação não apenas transmite conhecimento, mas promove a formação de cidadãos capazes de compreender a complexidade das relações entre sociedade e natureza, e de agir de forma responsável.

Camila Yuri K. Assunção 

Historiadora e especialista em Design Instrucional 

Editora de Ciências Humanas na Editora Órbita 

LinkedIn 

Referências 

KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. 

ONU Brasil. O que são as mudanças climáticas? Brasília, [s.d.]. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/175180-o-que-s%C3%A3o-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas. Acesso em: 20 set. 2025. 

SCHEIBE, Luiz Fernando. Desenvolvimento sustentável, desenvolvimento durável. In: ZAKRZEVSKI, Sônia Balvedi; BARCELOS, Valdo. Educação ambiental e compromisso social. Erechim: EdiFAPES, 2004. 

UN Environment Programme. 50 years of UNEP. Nairóbi, Quênia: ONU. 1 vídeo (7 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zuXWT4Bnyro. Acesso em: 20 set. 2025. 

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